quarta-feira, 29 de julho de 2009

Manhã de lua


Por Rosamélia
Verdade ou mentira, naquela manhã de lua, sentada naquela calçada, lendo os meus livros em trapos, trapos de gente que neles se revelam, que neles me reflito, me refrato. Ufa...
Somente o dia poderá me arrancar desse meu sonho ignoto, sem sal, animal. Com o coração cheio de açúcar, levanto-me e cedo o meu lugar ao primeiro passante, àquele que, assim igual a mim, está cheio de perguntas... Elas não se calam, não param de perguntar. Não se queixam de repetir... Enchem-me a paciência; contudo movem-me para além do finito. Ah!!! Quero me acabar... me dilacerar, me encobrir, deixar de repetir as mesmas idiotices, tolices do coração. Ah!!! Coração... Quero me sobressaltar, quero me revirar do avesso... E o coração existe para me confundir, me impedir de alçar o voo da razão. O voo que pode me levar mais longe, além do finito... Será? Eu, nós, sempre, sempre sabemos de tudo, se olho, nos olharmos, veremos que todas as verdades não estão do lado de fora. Estão dentro de nós... Basta que saibamos olhar!!! Temos todas as respostas. Elas existem em mim, me iludo! Em nós, nos iludimos. Pra que perguntas, se já temos as respostas!!!

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Um comentário:

Júlio disse...

... porque o coração não tem asas, está preso por veias e artérias... mas qual era mesmo a pergunta?