sábado, 16 de abril de 2016

Golpe

Nas Letras aprendi a confiar na minha capacidade, na minha leitura e na minha escrita, na minha feminilidade, na minha poesia, na minha humanidade. Na Filosofia estou aprendendo a humanizar poeticamente a minha capacidade política... Difícil.. mas está sendo bom... cresço e não me golpeio mais... Na segunda, com ou sem golpe, eu sou cada vez mais eu, contra qualquer golpe que possa ensejar contra mim, enquanto pessoa particular-humana-universal.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ser Tão


Rio-mar do sertão



O grande mar assola-nos,
revela o quanto somos pequeninos. 
Os rios do sertão não, 
eles nos dão vida,
mostram-nos que precisamos
uns dos outros
e que precisamos deles.
O mar é autônomo e autoritário.
Os rios são dependentes e solidários.
O mar é solidão.



O rio é compaixão.
O rio acolhe.
O mar assusta.
O mar e o rio-rio-rio
Cada um com seus mistérios.
Gosto mais de rios...
O mar, por sua imensidão, me enamora...
O rio, por sua lassidão, me apaixona... 

O rio-rio-rio me aprisiona...
No meu ser tão mar-rio....

Reinventando Drummond


Mundo, mundo vasto mundo,
Se o meu nome fosse Raimundo 
Seria uma rima... 
Não uma solução.
Como o meu nome é Rosa...
Sou totalmente uma prosa
Em grande constelação.

Eu me casava com Mia Couto

#miacouto
Mia Couto é puro encantamento.
Difícil. Deve ser lido no conta a gota,
para que não se afogue na profundez de sua poesia. 
Seus textos são tão provocativos 
que não se deseja facilmemente 
sair deles, deixá-los.
Cada texto dele remói dentro da gente
numa coisa gostosa de auto entendimento...
quase compreensível...
É pujança que adere, que permanece na escuta das palavras dele nas doloridas das gentes.
Por seus textos, Mia mostra quem a gente é.
Ele entende da gente. Ele me escreve... por vezes, muitas vezes.
Que lindeza me ver escrita nos deslumbramentos de Mia.

Eu me casava com Mia Couto 
e para ele seria a mais fiel esposa... 
Porque ele, mesmo sem me conhecer, já é fiel a mim, ao que sinto, ao que sou. 
Amo Mia Couto...

A mar

Ah, sim... hoje entendi que o mar devia ser feminino: "a mar"... porque são coincidentes o sentimento "amar" e a força que o(a) mar tem..

Eu

Quando me estou, liberto-me.