Rosa Amarela
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Infinitivo pessoal
Acreditar...
Seduzir...
Amar...
Desiludir...
Despedir...
Representar...
Respeitar...
Enfrentar...
Iludir-se?
Caminhar
Sem cessar...
Esperar...
Confiar.
Em quem?
Por quê?
Mas confiar...
Destinar
é melhor
que
Desatinar...
Amar e confiar
confiar e amar...
Sem esperar...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Cavernas de medo.
Culpa: chicote que se usa para se açoitar.
Que culpa?
Se só amar...
Que culpa?
Se só agradar...
Não, não desacreditar:
não existe culpa.
Existem pessoas com medo.
O medo emudece.
O medo não inquieta... o medo leva para as cavernas.
Cavernas escuras, sem luz, nem mesmo sombras há.
Caverna: onde se escondem as pessoas que tem medo de amar.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A menina de cá
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
4.3: Potência total.
Viva-se o enquanto.
Viva-se o agora.
Viva-se completamente.
Viva-se o hoje.
Viver é o importante:
A que por enquanto.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A GREVE DOS INSTITUTOS FEDERAIS, QUEM SE IMPORTA?
Rosa Amélia
Os Correios estão em greve há 20 dias e o governo já se pronunciou, inclusive já apresentou contraproposta para negociar, porque a greve dos Correios gera prejuízo para o comércio e para uma porção de outras coisas que interessam ao governo. Os bancários entraram em greve e, de cara, já tiveram uma proposta de 8% de aumento; mas exigem, no mínimo, 12%. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia já estão em greve há mais de 60 dias e não há negociação, o MPOG diz que não negocia com grevistas. O Ministério da Educação se mostra apático, não faz nada para administrar essa situação.
Como pode um governo petista (pelo menos foi com essa camisa que se elegeu), que se construiu fazendo greve, agora, dizer que não negocia com grevistas? É inconcebível. E o que esse governo, que se diz do PT, faz da educação? Usa a rede federal de educação profissional e tecnológica para fazer marketing das próprias ações, mas não negocia com a categoria. Que governo é esse que, às vésperas das provas do ENEM e do vestibular para os alunos que terminariam o Ensino Médio agora, não revela preocupação em atender às reivindicações dos servidores e acabar com o problema? Os educando, agora, farão prova para ingressarem nas universidades e alcançarem um lugar ao sol na sociedade, ou seja, se incluírem. Que governo é esse que se preocupa com a expansão da rede, com a inclusão social, mas não revela preocupação com a qualidade, só deseja engrossar os números diante dos financiadores externos e falsificar uma inclusão que na verdade não acontece? E isso eu posso afirmar, porque sou professora há 20 anos, e não acredito nesse modelo de Educação para todos, porque ELA NÃO É PARA TODOS desde a base. Ela só será para todos se, desde a base, mantiver qualidade.
Agora, o que vejo é o caos: um governo que negocia com as categorias que, se paradas, causam prejuízo financeiro; mas não negocia com a categoria, que, a longo prazo, pode construir uma educação diferente para o Brasil, pelo menos é isso que se pretende, se divulga; um governo que diz investir na educação, mas não negocia com a classe de professores; um governo que se diz preocupado com a inclusão social, contudo exclui um categoria e deixa uma greve, há mais de 60 dias, prejudicar outros tantos que se querem incluídos.
Seria bom que a população conhecesse a real situação dos inúmeros Institutos Federais (IFs) que existem, hoje, pelo Brasil afora e cujas atividades estão paralisadas devido a uma greve, que é um grito de socorro de uma categoria que trabalha sem condições pedagógicas, estruturais, sem recurso humano suficiente para atender à demanda imposta pelo governo, com todos os atropelos que se pode ter numa instituição que não tem estrutura para crescer do jeito que está crescendo. Uma rede que tinha tudo para crescer e dar certo, se respeitadas as etapas desse crescimento. Uma rede de ensino que enfrenta o descaso do governo, que impõe em cada IF uma gestão descompromissada com o fazer pedagógico, aliada aos seus interesses para o cumprimento das metas no que diz respeito ao número de ingressos e egressos; um governo que só tem olhos para a quantidade de pessoas que a rede atende e joga (joga mesmo, no sentido pejorativo do termo) no mercado de trabalho, muitas vezes, sem a qualificação necessária, uma vez que os professores não são mágicos e não conseguem em um curso de pequena duração, ou mesmo em um curso técnico, resolver os problemas e deficiências que os alunos apresentam, oriundos de uma escola básica de péssima qualidade.
No Brasil, hoje, professor apanha, e tudo parece normalíssimo. O mais engraçado é que se prega que todo mundo tem direito, todo mundo deve ser respeitado. Quem é esse todo mundo? Se um professor olha torto para um aluno, ele é processado, agora, se o aluno agride o professor, o que acontece? Nada. Se policiais agridem professores, como já vimos no Brasil, o que acontece? Mais nada ainda. Não é controverso? É esse o caminho que a escola brasileira toma... Direitos humanos para todos, menos para os professores que devem trabalhar somente por amor à profissão. O lema do governo é a INCLUSÃO, uma inclusão que começa pela EXCLUSÃO do professor, que não tem direito a um salário digno, não tem direito à greve, porque é ameaçado de ter o ponto cortado, não pode exigir melhores condições de trabalho, deve trabalhar para atingir as metas e alcançar os números, sem se preocupar com a qualidade. Mas qualidade para que e para quem? Os brasileiros já estão tendo o que nunca tiveram, não é essa a lógica? Que país é este? Vivo um paradoxo, um paradoxo social, um paradoxo interno, porque não há como fazer com que a fé na Educação permaneça viva dentro de mim. E quem se importa com isso? Quem se importa se a educação vai bem ou mal? Quem se importa se se faz educação ou não no país?
E o mais triste e decepcionante: eu acreditei nesse governo.
sábado, 1 de outubro de 2011
A crise nas escolas não é só na rede federal
Vejam aí o vídeo que registra professores apanhando porque resolveram reivindicar, posicionar-se em relação às péssimas condições de trabalho.
http://g1.globo.com/videos/
Não há quem não se desiluda com a Educação no Brasil....
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A crise das escolas técnicas - opiniao - Estadao.com.br
PARABÉNS, ESTADÃO, O PRIMEIRO A NOTICIAR O FATO...
PARABÉNS...