sábado, 7 de novembro de 2009

O fazedor de velhos

O livro "O fazedor de velhos" é uma narrativa, aparentemente, simples de se compreender; carregada de metáforas e, por isso mesmo, maravilhosa. Faz-nos pensar acerca do envelhecer. Envelhecer? O que é isso? Palavra formada por derivação parassintética, ou seja, exige, para sua constituição, os dois afixos simultaneamente; cujo sentido é tornar-se velho, perder o viço, o frescor; e que é geralmente empregada com uma carga pejorativa. Contudo, ao ler a obra, tomamos consciência que, ao envelhecer, o viço aumenta, porque nos tornamos sábios. E quem é o grande fazedor de nossa velhice, ou seja, de nós mesmos?
A princípio, durante a narrativa, imaginei que fossem as nossas leituras, que, na verdade, são as experiências de leituras do mundo que fazemos. Na palavra fazedor, o sufixo que compõe a palavra designa o agente, um ser de ação sobre um verbo, o nosso fazedor de velhos. E fazemos toda a leitura do texto no intuito de descobrir quem é o grande sábio do mundo, que nos torna velhos e melhores. E nem percebemos que é nele que reside a nossa vida, duram as nossas experiências. Tem gente que vive presa nele para resgatar o passado, outras pessoas sentem-se sufocadas por ele na tentativa de encontrar o futuro. Às vezes, nos esquecemos que ele é a própria duração de nossas vidas.
Indico a leitura não somente aos que estão se tornando velhos, cheios de viços, assim iguais a mim, mas também aos jovens, que também estão, na mesma medida, tornando-se velhos e sofrendo os efeitos do grande fazedor e, muitas vezes, lastimando as angústias da vida. Aos primeiros para que eles compreendam a beleza do envelhecer, o quanto o TEMPO nos faz bem, porque nos fortalece e nos engrandece, tornando-nos mais prudentes. Aos últimos para que eles possam reconhecer no amadurecimento uma beleza que eles enxergam somente no vigor da juventude.


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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Filho meu


Thiago,
Você se parece muito comigo: na garra, na persistência, no empenho em fazer bem as coisas.
Te admiro muito, meu filho.
Saiba que você foi e é a razão de muita coisa boa na minha vida.
Te amo...
OLHA AÍ, GENTE, O MEU FILHOTE NÃO É UM GATO?


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domingo, 27 de setembro de 2009

Uma poesia natural


Essa poesia natural foi flagrada pelo artista Leonardo Arruda, grande fotógrafo e amigo camarada. Sempre que flagra essas belezas naturais divide comigo.

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Homenagem: "Orquídea feliz"



Por Rosamélia
A vida é assim:
Um dia ao norte
Achando que perdeu
Toda a sorte
Outro dia ao sul
Achando que tudo
No mundo é azul
E, por isso, a todos
Despacha sorrindo
Agora,
Andando na praça
Do grande Cassino
Sob o céu de uma leve garoa
Segue Hilda Orquídea Lontra
Cantarolando o canto
Dos passarinhos
De repente, baila
Porque, feliz, sabe que está
No achonchego do ninho.

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sábado, 29 de agosto de 2009

Diálogo

A vida é mesmo assim:
A faca que corta...
A carne viva que odeia.
O baque que se reporta...
O brilho que nos enleia...
As noites tanto quanto os dias
De muita agonia...
Uma eternidade!
Numa eterna idade:
A morte, quem sabe?!

Esse textículo é um diálogo com o texto "Lâmina" de Geraldo Lima.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ai... Que saudade de mim!


Por Rosamélia.
Desejo ser poesia...
As pedras no meu caminho
Atravancam e
Cerceiam-me...
E o meu choro grita
Com saudade de mim..
Que não mais sou eu...
E o meu amor
Latente em mim
Continua sendo,
Ardendo,
Me fazendo,
demasiadamente escondido
no meu sorriso!!!
As árvores do meu caminho
Trazem o vento e a sombra
O vento que me ajuda a voar
E a sombra que me esconde
Ai, que saudade de mim!!!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Laranja, amarelo, vermelho, azul, verde, lilás: essas são as cores do meu coração!



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